quarta-feira, 10 de março de 2010

Desenvolvimento regional e a Metade Sul

*Gustavo Müller

Em uma viagem de férias pelo litoral do Rio Grande do Sul, tive a oportunidade de observar in loco a coerência dos programas estruturantes do governo do estado.

Como sabemos, a Metade Sul representa a fatia mais pobre do estado. Em cidades como Rio Grande, o cinturão de miséria que cerca o perímetro urbano é enorme, tanto em termos de concentração geográfica como em termos de pobreza. A cidade é cercada por favelas com casebres que devem vir a baixo com um espirro.

A maioria dessa população carente sobrevive com o trabalho sazonal.

Em época de veraneio, grande parte dos habitantes de Rio Grande se desloca para a praia do Cassino a fim de obter sua sobrevivência por meio do comércio ambulante. Já durante o inverno, confesso que não faço a menor ideia a respeito de como esse pessoal obtém o seu sustento.

Não obstante, apesar desse quadro deplorável, pude observar os primeiros sinais de um promissor dinamismo, que pode ser o início da reversão do quadro de miséria absoluta.

Atribuo esse otimismo a dois fatores fundamentais: a ampliação do porto de Rio Grande e a boa conservação das estradas.

No primeiro caso, o super porto comporta um estaleiro capaz de gerar milhares de empregos diretos e indiretos com a construção naval. Além disso, as medidas de modernização do porto de Rio Grande permitem que se possa vislumbrar uma melhoria logística que permitirá uma maior eficiência no comércio de exportação e importação.

Somando-se a isso, observei também uma melhoria na qualidade das estradas, o que permite a redução dos custos de transporte de mercadorias.

Obviamente, o que estou observando são apenas sinais de mudanças. Mas as mudanças estruturais não ocorrem da noite para o dia. Elas levam tempo.

O que é importante salientar é que, ao contrário do PAC, os projetos estruturantes do governo Yeda não são peças de marketing político. Seu impacto na economia é lento, porém constante.

O que pude testemunhar foi, na verdade, os frutos de um trabalho sério e de um planejamento eficiente que foi capaz de promover um encadeamento lógico no que tange a melhoria da infraestrutura da economia gaúcha.

*Professor de Ciência Política da UFSM

O golpe na democracia brasileira

Do Reinaldo Azevedo:

Uns bobalhões que se querem grandes “progressistas” saúdam o fato de que teremos mais uma eleição no Brasil sem um candidato de “direita”. E teremos mesmo. Só rematados delinqüentes do petralhismo e a escória da Internet alimentada com a grana das estatais consegue sustentar que “Serra é o candidato da direita”. Em certo sentido, o tucano está à esquerda do petismo. Mas, em outro, é a garantia da hora do regime democrático. Vamos ver.

Que moderna democracia no mundo convive com a anomalia da “ausência da direita”? Nenhuma! Uma direita sem condições de disputar o poder não é sinal de saúde democrática, não! Ao contrário: é sintoma de uma doença. O regime democrático brasileiro começa a exibir sinais de que vive sob uma espécie de tutela: a representação política e a arena dos embates ideológicos — sim, eles existem em todo o mundo civilizado — estão sendo seqüestrados pelos ditos “movimentos sociais” e pelo sindicalismo, que nada mais são do que as longas franjas de um partido político. E isso está longe de contribuir para o aprimoramento de um regime de liberdades públicas.

Nos três anos e pouco de existência deste blog e já antes, no Primeira Leitura, tenho alertado os leitores para o real caráter do PT. É evidente que o partido não ambiciona implementar o “socialismo” na forma como o modelo ficou conhecido. A rigor, não quer mais implementar socialismo nenhum. Sua ambição, em parte realizada, é ser um ente que paira acima da sociedade e que, em muitos casos, a substitui. O partido aprendeu a conviver com a economia de mercado, desde que fortemente gerenciada pelo estado — que, na visão petista, não precisa ser empresário. O PT quer é um “Estado Patrão”: patrão dos trabalhadores, patrão dos sem-isso e sem-aquilo e patrão também dos empresários.

Essa é a esquerda possível no Brasil, ao menos por ora. Não ser mais o partido “socialista” dos anos 80 não implica que não seja essencialmente autoritário e que não vislumbre e persiga um horizonte em que nada reste como voz política fora do partido. A voz da sociedade real — boa parcela dela conservadora, sim, senhores — é abafada pela gritaria e pelo militantismo. Os políticos que rejeitam esse protagonismo da minoria barulhenta, que toma conta da agenda, têm receio de se insurgir contra o “movimento”. Porque sabem que encontrarão também a oposição de setores importantes da imprensa.

A imprensa de nenhuma outra democracia importante do mundo sataniza “diretistas”, “conservadores” ou que nome se queira dar a quem não comunga dos valores da esquerda. Ao contrário: entende-se que eles são elementos essenciais à estabilidade democrática. Não aqui.

Irrelevantes?


Como o PT não vai dar nenhum cavalo-de-pau na economia ou, sei lá, recuperar dos escombros a economia planificada, pretendem alguns que o resto todo é irrelevante — mais ou menos como se dissessem: “Deixe brincar os radicais; eles não contam nada; é só o PT de propaganda”. Será mesmo?

Recuperem na Internet as primeiras entrevistas de Marco Aurélio Top Top Garcia, lá nos primórdios do governo Lula. A política externa brasileira está sendo miseravelmente derrotada, sabemos, e isso é o sinal mais evidente de que o Top Top venceu. Seus delírios antiimperialistas tornaram-se política do estado brasileiro. E a estupidez continuará caso Dilma seja eleita. Indagada por Época se a “aproximação” do Brasil com Irã não afiança a brutalidade daquele governo com os opositores do regime, sabem o que ela responde?


“Quando a gente faz a mesma coisa com os Estados Unidos, estamos afiançando Guantánamo? Ou o que aconteceu em Abu Graib? Não estamos fazendo isso. Estamos nos relacionando soberanamente.


A boçalidade da resposta é tal que isso só pode ser um caso de “media training” digerida aos tropeços. Observem que Dilma compara os EUA a uma ditadura que financia o terrorismo em três países, que praticou um atentado terrorista na Argentina e que, na prática, ameaça os adversários com o terror nuclear.

A ausência de uma força conservadora organizada no Brasil permite que conceitos estranhos comecem a prosperar sem que ninguém maisse escandalize. Na entrevista ao Estadão, Lula definiu a Venezuela como “uma democracia”. Ora, se é, então como definir o seu próprio governo, quiseram saber os entrevistadores: “Uma hiper-democracia; a essência da democracia”.
Ora, quando se fala da democracia como um valor universal, quer-se dizer com isso que ela não pode se sujeitar, digamos, a inflexões locais que alterem a sua natureza: pluripartidarismo, eleições livres, alternância no poder, liberdade de pensamento e de expressão, liberdade religiosa, respeito aos direitos individuais, direito à propriedade…

É a história que o demonstra, não sou eu: esses são valores associados à direita democrática. Os esquerdistas têm uma longa tradição teórica e prática de relativização desses princípios em nome da “igualdade”. Ela justificaria a transgressão das leis, a supressão de direitos e, se necessário, a injustiça.

No estrito sentido da defesa desses valores democráticos, Serra está mais próximo da democracia liberal do que das teses de esquerda. Mas não será ele a, vamos dizer, chutar a canela das esquerdas em temas que simplesmente são ignorados nas disputas políticas no Brasil. Que partido teria a coragem de levar para a TV a Dilma favorável à descriminação do aborto, à perseguição a um símbolo religioso caro aos brasileiros e à nossa cultura (ela diga o que quiser, mas avalio que aquele Programa Nacional de Direitos Humanos persegue crucifixos, sim!) e ao fim do direito de propriedade no campo? Quem faz essa guerra de valores?

“Mas isso é tema de campanha?” Por que não? Diz respeito à vida de milhões de pessoas e remete a algumas de suas convicções mais profundas. Do mesmo modo, há um vastíssimo debate a ser feito sobre o estado gastador e tributador. De novo: no mundo inteiro, conservadores se interessam por isso e quase sempre têm contribuído para um estado mais enxuto do que inchado.

O curioso nessa história toda é que as esquerdas enchem a boca para acusar “a direita” e os “conservadores” pelas injustiças e pela desigualdade. É mesmo? Mas onde eles estão? Na política, não consigo encontrá-los. Serra é um nome viável à Presidência (de centro-esquerda quando menos) que compreende, ele sim, a democracia como valor universal e inegociável.

Se conservadores querem votar em Serra, isso se dá porque reconhecem que, na questão democrática ao menos, não haverá qualquer disposição para retrocessos e para aventuras. Já as intenções do PT nessa área são conhecidas e nada auspiciosas.

E o mais interessante, mas ficará para outro texto, é que um partido realmente conservador comungaria dos valores da esmagadora maioria do povo brasileiro. Isso não se faz, no entanto, num estalar de dedos. Trata-se de uma construçãeo lenta. Mas é necessária. Quem sabe cheguemos ao dia em que não mais se associem à democracia adjetivos que lhe são estranhos. Os únicos com as quais ela pode conviver em harmonia são “representativa” e “liberal”. O resto é tentação totalitária.

Nós não merecemos um presidente como este

terça-feira, 9 de março de 2010

Dilmachadão afasta tesoureiro

Dilmachadão afirmou nesta terça-feira que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, não deverá ser o responsável pelas finanças de sua campanha. Vaccari é investigado pelo Ministério Público pelo suposto desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) para campanhas do partido, conforme denunciou a revista Veja desta semana.

Sobre este assunto, aliás, o Estadão traz uma matéria que confirma que perto de R$ 100 milhões foram desviados da cooperativa para abastecer campanhas do PT. Escreveu o jornal:

Pode ultrapassar R$ 100 milhões o total do desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), calcula o promotor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. "A movimentação sob suspeita indica que o rombo supera R$ 100 milhões", disse Blat, após análise parcial de 8,5 mil extratos bancários da cooperativa, relativos ao período de 2001 a 2008.


Blat está convencido de que uma fatia do montante foi destinada a campanhas eleitorais do PT - ele não aponta valores exatos que teriam tomado esse rumo porque, alega, depende de investigações complementares.

Na sexta-feira, o promotor requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto, que presidiu a cooperativa até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. Também foi pedida uma devassa nos investimentos de dois ex-diretores da entidade, Ana Maria Érnica e Tomás Edson Botelho Fraga.

O promotor quer o bloqueio das contas da Bancoop."Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma", diz o promotor, após dois anos e meio de apuração. "Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop."

PAC está mal entre eleitores

Pesquisa de opinião contratada pelo governo federal, paga com dinheiro público (isso pode?), mostrou que 51,8% dos entrevistados não conhecem o PAC; 48,2% conhecem. Destes 48,2%, são 51,1% os que o avaliam positivamente e 29,3% os que avaliam negativamente. E, entre esses, 39,5% acham que há desvio de verbas: 23,2%, por obras inacabadas, e 18,7% dizem que é um programa eleitoreiro.

O fracasso do filme de Lula

*Ipojuca Pontes

Produto estrategicamente amparado pelo aval do Palácio do Planalto e embalado para ser visto por 20 milhões de espectadores pagantes, "Lula, o Filho do Brasil", o mais caro filme produzido até hoje no país (algo em torno de R$ 40 milhões, incluindo farta publicidade, confecção de 430 cópias e outras despesas) - fracassou miseravelmente. Ao tomar conhecimento do fato Lula ficou "desapontado", pois contava com o êxito do filme para arrebanhar votos e eleger Dilma Rousseff - ex-terrorista e assaltante de banco - à presidência da República.

Em São Paulo, principal mercado exibidor do país, o filme de Lula conseguiu pouco mais de 100 mil espectadores na sua segunda semana de exibição. (Para se ter idéia do desastre, em apenas três dias o desenho animado "Alvim e os Esquilos", produção de segunda linha americana, superou a casa dos 640 mil ingressos vendidos). E na sua terceira semana de exibição, em circuito nacional, a freqüência media do filme, que já era baixa, caiu 70%, consolidando a derrocada.

Fui ver o filme de Lula numa sala da Zona Sul do Rio, na última sessão de uma sexta-feira, horário considerado nobre para o mercado exibidor. Sua platéia, constituída por 17 incautos, mostrava-se entediada, em que pese o som áspero de uma trilha sonora sobrecarregada - em cinema, curiosamente, um fator decisivo para se anular a atenção do público. Antes do letreiro "Fim", uns cinco espectadores, mais hostis, simplesmente abandonaram a sala de projeção, entre apupos e imprecações.

Por que o filme de Lula, mesmo com a milionária campanha de marketing e massivas chamadas na televisão, além do intenso noticiário da mídia amiga e o apoio milionário das centrais sindicais, fracassou a olhos vistos?

Em primeiro lugar porque é um filme pesado, "bore" - como diria, apropriadamente, a vigorosa Pauline Kael. Seu roteiro, por elíptico, caminha aos saltos e carece de uma estrutura dramática eficiente, capaz de envolver o espectador. Seus articuladores, movidos pela insensatez, pretendendo compor um ambicioso painel da vida do "cinebiografado", estraçalharam as etapas de apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho da narrativa em função de uma montagem que corre em velocidade supersônica, suprimindo, com isso, a necessária integridade e clareza da narrativa.

Eis o veredicto: como se processa numa dramaturgia capenga, o filme de Lula corre por conta de situações dramáticas apenas esboçadas e, ao modo de um relatório previsível, materializa-se como peça de ilustração - ilustração chata e pouco convincente.

Mas a razão primeira pela qual o filme de Lula fracassa é porque ele navega, do início ao fim, nas águas turvas da mentira. Basicamente tudo que nele é exposto - desde os episódios da infância carente narrados em tom autocomplacente pelo ex-operário à "companheira" Denise Paraná (paga pela Fundação Perseu Abramo, instituição petista) até os relatos da sua ascendência na vida sindical - traz o selo da invencionice dissimulada e o desejo manifesto de se fabricar a imagem do herói predestinado que se fez presidente.

Como o filme não tem senso de humor, o ponto de partida objetivado é comover o espectador pela exploração emotiva do miserabilismo físico e humano da paisagem social adversa. Neste diapasão, por exemplo, a cabrinha traçada por Lula na infância, conforme seu relato à "Playboy", fica de fora. Como de fora fica o episódio marcante em que Vavá, o irmão mais velho de Lula, rouba mortadela para matar a fome da família - cena que é o ponto de partida de "Os Miseráveis", a obra perene de Victor Hugo.

Por sua vez, na ânsia de soterrar a moral de botequim que norteia o personagem, por (de)formação infenso a qualquer tipo de valor espiritual, o filme subtraí a cena em que o futuro líder sindical, depois de pedir ao patrão para fazer algumas horas extras na oficina, enfia o dinheiro pago no bolso e, fugindo do trabalho, manda o patrão "tomar no...".

Como também fica ausente da narrativa, não por acaso, o relato crucial da enfermeira Miriam Cordeiro, ex-mulher do santificado sindicalista, que o trata por consumado "canalha" em depoimento ao "Estado de São Paulo", tendo em vista a discriminação exercida por ele contra a filha Lurian, cuja vida, anos antes, "queria ver abortada".

Ademais, para enganar a audiência, os articulares da escorregadia peça publicitária sequer mencionam o papel dos cursilhos comunistas (lecionados na Alemanha Oriental) na formação ideológica do sindicalista empenhado em fomentar o ódio de classe.

Por outro lado, com o firme propósito de incensar o mito do líder carismático, pleno de virtudes, o filme esconde as relações promíscuas de Lula com Murilo Macedo, o ministro do Trabalho com quem enchia a cara de cachaça num sítio de Atibaia, interior de São Paulo, na tentativa de morder a grana fácil da "ditadura militar".

Pior: o filme esconde do espectador que a liderança de Lula no movimento sindical emerge da infiltração dos apóstatas da "teologia da libertação", aliados do terrorismo (rural e urbano) financiado por Fidel Castro, somada à ação dos ativistas radicais banidos da vida política cabocla e dos intelectuais marxistas da USP - na prática os reais fundadores do Partido dos Trabalhadores. Não parece estranho, por exemplo, que tenha sido eliminado do entrecho a figura subversiva do "Frei" Betto, o mentor ideológico do maleável líder sindical?

Por incrível que parece, há no filme de Lula dois personagens que são responsáveis pelos momentos (raros) em que o filme anda e adquire verossimilhança. São eles: Aristides (interpretado por Milhem Cortaz, na férrea composição de um sub-Zampanô caboclo), o pai alcoólatra de quem Lula reconhece ter "herdado o lado ruim", e Feitosa (Marcos Cesena, convincente), na vida real Paulo Vidal, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, hábil precursor do "sindicalismo de resultados", de quem o operário de nove dedos tudo absorveu em matéria de malandragem e, depois, já contando com o apoio e as instruções das facções vermelhas, traiu.

São personagens episódicos, mas funcionais, visto que representam de alguma forma presenças antagônicas, sem as quais não há vestígio de dramaturgia. Já a personagem de D. Lindu (Gloria Pires, uma máscara sustentada com boa porção de pancake), de quem muito se esperava, opera convencionalmente, proferindo sentenças prosaicas, como é de se esperar de uma figura materna - por sinal, segundo Frei Chico, o filho mais velho, negligenciada pela eterna ausência do amado líder sindical.

Resumo da ópera: em vez de uma cinebiografia contraditória e humana, temos no filme de Lula o engendrar da construção de um mito. Nele, o personagem é visto como um ser perfeito e predestinado - logo ele, um sujeito grosseiro e vulgar, desprovido de qualquer tipo de grandeza, a não ser a de mercadejar mentiras em função da manutenção do poder. Nem Stalin, o monstruoso fabricante de si mesmo, consentiu que se cultuasse, em vida, sob forma de obra de ficção, sua personalidade ditatorial.

O que restará ao filme de Lula? Com o apoio da grana fácil do governo, cumprir a sua missão como peça de propaganda enganosa na agenda eleitoral de 2010. No Sul do país, as centrais sindicais estão distribuindo milhões de ingressos entre os seus filiados, ao tempo em que fornecem sanduíche, refrigerantes e serviço de transporte gratuito aos eventuais companheiros que se disponham a ver a peça de louvação.

No Nordeste, fala-se na contratação de unidades móveis de exibição para percorrer centenas de cidades do interior que ainda não possuem salas de projeção. São gastos adicionais que os mentores (públicos e privados) do projeto não abrem mão na esperança de que as populações miseráveis testemunhem o florescer da Virtú. A meu ver, inutilmente. Pois, como dizia o outro (que não foi, em absoluto, o Joãozinho Trinta), quem gosta de miséria - e dela se beneficia - são os intelectuais de esquerda. Pobre - ou operário - só quer luxo e riqueza.

No que está coberto de razão.

P.S. - Visto como espetáculo soa como desperdício que "Lula, o Filho do Brasil", o "bom negócio" da LC Barreto, tenha custado em torno de enxundiosos R$ 20 milhões, até a 1ª cópia. É muita grana! Um produtor eficiente teria chegado a resultado idêntico com pouco mais de R$ 2 milhões.

*Jornalista e cineasta

Meia dúzia de gatos pingados foi ver o filme do Batráquio

Vai de vento em popa o fracasso de Lula, o Filho do Brasil. No fim de semana que passou, o décimo desde que estreou, o filme levou cerca de 400 pessoas aos cinemas, em todo o país. Seu público estacionou em 807 mil espectadores e, pelo visto, de lá não sairá nem puxado por guindaste.

Blogueiro, assuma sua parte e passe adiante a mensagem

Quem conclama é o blog Cara Nova no Congresso:

"Esta na hora de criarmos uma rede de blogs, nos linkando uns aos outros, e oferecendo suporte contra a censura. Teríamos como função principal replicar em todos os blogs os textos que estão sendo censurados. Se a cada censura fizermos isso, eles concluirão que censurar será o pior caminho. Não acredito que eles suspendam todos os blogs. Seria um grande problema para a justiça. Se não tomarmos uma atitude organizada, seremos os próximos. E pior, aos poucos a censura tomará conta de todos blogueiros. Vamos nos organizar. Passou da hora!!!”


Por Outro Lado, que já sofreu censura da Justiça, a pedido do PT, oferece seu espaço para a publicação de textos censurados.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Rinocerontes ideológicos

*Carlos Vereza

Queridos petistas, o que me preocupa na reação de vocês, é a absoluta falta de cultura. Lula foi treinado em um curso de sindicalistas nos Estados Unidos... Sabiam? Vocês me passam um enorme complexo de culpa em relação ao "pobre retirante...", que aliás está riquissimo, assim como o seu filhote...

Vocês, estimados fanáticos, já esqueceram do mensalão? Dos milhões que o Duda Mendonça recebeu no exterior burlando as leis eleitorais e a Receita Federal?

Uma lulista mais condescendente informa que a corrupçâo já existia no periodo colonial; mas não me consta que alguma agremiação politica da época, fizesse um discurso tão hipócrita durante mais de 25 anos, colocando-se como paladinos da moral e da ética no trato da coisa pública.


Lula elogia constantemente o governo militar, que, aliás, com o DOI-CODI sequestrou-me por duas vezes, com o devido tratamento "delicado" característico daquele órgão de repressão...

E sabem por quê? Porque eu lutava contra a ditadura dos militares, esses mesmos que o apedeuta enaltece... Ele, é um falso democrata que ficou apenas 28 dias numa sala do DOPS, extremamente bem tratado , onde o seu carcereiro, à época, é o seu atual aliado, Romeu Tuma.

Lula recebeu dinheiro das Farc, de Fidel Castro (aquele mesmo que mandou fuzilar dezoito mil dissidentes); amigo do ditador do Irã, que tem como meta apagar Israel do mapa; íntimo de seu mentor, Hugo Chaves,que acabou com a liberdade de expressão no país.

Será que vocês não percebem que este (des)governo, é virtual? Puro marketing?

Acordem e estudem Gramsci, (ocupar o estado democrático por dentro,para depois destruí-lo.)

Outra coisa: melhorem o vocabulário; é muito chulo, vulgar... Deve ser influência do Vosso Timoneiro...

Para concluir: o PT , foi organizado em plena ditadura, quando existiam apenas dois partidos "permitidos": o MDB e a ARENA.

Estranho, não?

P S: leiam "O esquerdismo doença infantil do comunismo". O autor é o nosso estimado Lenin. Conhecem?! Disponham.

*Ator

Para refletir

"Se a legislação não é justa e o trabalhador entende que ela não é justa, cabe a ele passar por cima dessa legislação para mostrar que ela é injusta".

O Batráquio, em entrevista ao jornal da Grande ABC, em 1978, pregando o desrespeito às leis, coisa que ele também está adotando na prática (vide o caso do TCU).

Tarso, acuado, nem se digna a levantar os olhos

video

domingo, 7 de março de 2010

Biografia de Dilmachadão, para usar mais adiante

O pai de Dilmachadão - Pétar Russév (mudado para Pedro Roussef) -, filiado ao Partido Comunista búlgaro, deixou um filho (Luben) lá na Bulgária e veio dar com os costados em Salvador, depois Buenos Aires e, ao fim, fez negócios em São Paulo. Encantou-se com a professorinha de 20 aninhos, Dilma Jane da Silva (rica, filha de fazendeiro), e com ela casou e viveu em Belo Horizonte, tendo três filhos: Igor, Dilma - a guerrilheira - e Lúcia. Igor morreu em 1977.

Era uma família classe A, com casa enorme, três empregadas, refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos. Tinham piano e professora particular de francês. Dilma entrou primeiro numa escola de freiras - Colégio Sion - e, depois, no renomado Estadual Central. Nas férias, iam de avião para Guarapari/ES e ficavam no Hotel Cassino Radium.

Dilma, ainda jovem, entrou para o POLOP - Política Operária - e depois se mudou para o COLINA - Comando de Libertação Nacional. Apaixonou-se e casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fazer bombas com os pós e líquidos da farmácia de manipulação do seu pai.

Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livro: "Revolução na Revolução", de Régis Debray, francês que mudou-se para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia.

Aos 21 anos, Dilma partiu para o RJ a fim de se esconder dos militares, após o frustrado assalto ao Banco da Lavoura de Sabará. No Rio, ainda casada, apaixonou-se por Carlos Franklin Paixão de Araújo, o chefe da dissidência do Partidão. Então, chegou, de chofer, e disse para o marido: "Estou com o Carlos!".

Carlos vivia antes com a geógrafa Vânia Arantes e, sedutor, já havia tido outras sete mulheres, aos 31 de idade. Com ele, Dilma participou da fusão COLINA/VPR (esta do Lamarca), que deu origem, em Mongaguá, à Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares, cujo estatuto dizia:

Art.1º - A Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo."

Foi em Mongaguá, litoral paulista, que se traçou o plano da "Grande Ação", que se deu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre da casa da amante do Ademar de Barros, em Santa Teresa /RJ, que rendeu-lhes 2,5 milhões de dólares, cofre aberto em Porto Alegre, a maçarico, pelo metalúrgico Delci. Mas a organização se dividiu entre "basistas" - que defendiam o trabalho das "massas" e junto às "bases", e os "militaristas", que priorizavam a imediata e constante luta armada comunista. A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! Dilma era chamada de "Joana D'Arc da subversão".

Então, foi para São Paulo onde dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora imediata no Planalto.

Dedurada por José Olavo Leite Ribeiro - mantinha com ela três contatos semanais. Depois de vários ataques -, foi presa, armada, em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa; depois, entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa. Enquanto isso, o Carlos Araújo teve um romance tórrido com a atriz Bete Mendes, da TV Globo.

Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o Carlos infiel. Mas hoje, Carlos Araújo mora sozinho com dois vira-latas (Amarelo e Negrão), numa casinha às margens do lago Guaíba, em Porto Alegre. Ele tem enfisema pulmonar e está com 71 anos. Diz que é feliz, mesmo com a ex-esposa sendo Ministra e candidata do Batráquio à presidência da República.

Índices da educação brasileira são alarmantes

Com índices de repetência e abandono da escola entre os mais elevados da América Latina, a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia.

Segundo o Relatório de Monitoramento de Educação para Todos de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a qualidade da educação no Brasil é baixa, principalmente no ensino básico.

O relatório da Unesco aponta que, apesar da melhora apresentada entre 1999 e 2007, o índice de repetência no ensino fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica expressivamente acima da média mundial (2,9%).


O alto índice de abandono nos primeiros anos de educação também alimenta a fragilidade do sistema educacional do Brasil. Cerca de 13,8% dos brasileiros largam os estudos já no primeiro ano no ensino básico. Neste quesito, o País só fica à frente da Nicarágua (26,2%) na América Latina e, mais uma vez, bem acima da média mundial (2,2%).

sábado, 6 de março de 2010

PT pagou R$ 32 milhões a Duda Mendonça

A informação é do Cláudio Humberto:

Em depoimento à Justiça Federal na Bahia, no caso do mensalão, ainda inédito na imprensa, o publicitário Duda Mendonça revelou que entre 2001 e 2003 recebeu R$ 32,6 milhões do PT por sua atuação nas campanhas de Lula, em 2002, e de São Paulo e Rio de Janeiro. Do total pago pelo PT, R$ 10,4 milhões foram depositados em conta no Bank Boston, em Miami, “por exigência do empresário Marcos Valério”.

Duda contou que “todos os recebimentos foram combinados e autorizados” pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Duda também afirmou à Justiça que “àquele momento, a imagem do PT não indicava possibilidade de existir pagamento com dinheiro escuso”. Sobre a grana depositada no exterior pelo PT, “era pegar ou largar” repetiu Duda Mendonça em seu depoimento à Justiça Federal.

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